A computação empresarial é peça-chave para a sobrevivência e o êxito de uma organização no mercado. Isso é confirmado pelos resultados da Pesquisa Global de CIOs 2016-2017, a qual indica que 78% dos CIOs dizem que alinhar o setor de tecnologia com a estratégia de negócios é fundamental para o sucesso. Entre os brasileiros, a percentagem é de 79%.

A tecnologia aumenta a produtividade da equipe, melhora a cibersegurança e favorece a inovação. Assim, para aproveitar esses benefícios, muitas companhias direcionam uma boa fatia de seus orçamentos a seus setores de Tecnologia da Informação (TI).

Aliás, de acordo com informações da pesquisa mencionada, a nível global, o percentual médio da receita investido em tecnologia chega a 3,28%. Em determinadas áreas, a porcentagem é muito maior, como no setor bancário e de títulos (7,16%), na área de serviços empresariais e profissionais (5,82%) e em tecnologia e telecomunicações (3,73%).

Dentro da TI, a parte de computação merece destaque, pois é por meio dela que as organizações — e grande parte dos seus funcionários — realizam procedimentos operacionais, controlam informações e desenvolvem atividades vitais para a manutenção de seus negócios.

Para entender melhor a importância da computação empresarial e saber como estruturá-la em sua empresa, continue lendo e confira o que preparamos!

O que é computação empresarial?

Computação empresarial corresponde aos elementos computacionais que integram o parque tecnológico da empresa, como desktops, notebooks, workstations, entre outros. Também envolve a infraestrutura de data centers, que engloba:

  • servidores;
  • redes;
  • softwares;
  • segurança e demais periféricos.

Esses elementos possibilitam o uso de tecnologias dentro da organização, incluindo as soluções virtuais e a computação em nuvem, ou cloud computing. A utilização, o dimensionamento e as características dos recursos variarão em função das características de cada empresa, como porte, atuação e capacidade de investimento.

Qual é a relação entre computação empresarial e transformação digital?

Por falar em soluções virtuais, o mercado passa por um processo chamado de transformação digital, que faz parte da revolução 4.0. Ele envolve a digitalização de processos em praticamente todas as áreas e aspectos de uma empresa, demandando mudanças na cultura, na estrutura e na operação do negócio. Alguns exemplos conhecidos são:

  • definições sobre a utilização de virtualização on premise ou de sistemas alocados em clouds externas (na “nuvem”, ou seja, em servidores remotos);
  • virtualização do processo de comunicação, com o uso de mídias sociais, aplicativos para troca de mensagens (WhatsApp, Telegram) e chatbots;
  • uso de soluções que melhoram a análise de processos internos das empresas, como os “gêmeos digitais”. Normalmente empregados na indústria, eles consistem em cópias virtuais das plantas fabris ou das linhas de produção e possibilitam a realização de testes e a observação de como os resultados obtidos podem afetar as contrapartidas físicas.

A transformação digital também envolve a necessidade de maior integração entre processos físicos e virtuais, como na tendência do omnichannel. Ela compreende não só o oferecimento de vários canais de vendas, mas a integração entre eles.

Dessa forma, um cliente pode pesquisar e comprar um item na internet, porém retirá-lo na loja física. Para isso, contar com bons hardwares e softwares na loja e no local em que o site é administrado se torna essencial.

É importante destacar que não existe uma “receita de bolo” definitiva que se aplica a todas as organizações. Cada negócio tem sua particularidade e isso deve ser fortemente respeitado.

Para uma jornada adequada de transformação digital, é importante que, como “marco zero”, cada organização tenha o entendimento de seus processos, bem como o que pode, deve e será digitalizado. Além disso, existem variáveis que não podem ser desconsideradas, como:

  • tempo;
  • qualificação da equipe;
  • riscos de impacto no negócio;
  • capacidade de investimentos.

Vale destacar que, antes de qualquer coisa, é importante ter a compreensão de que é necessário se tornar digital — mais cedo ou mais tarde.

BYOA E BYOD

Além disso, é cada vez mais frequente a adoção em empresas das tendências Bring Your Own Application (BYOA), ou “traga sua própria aplicação”, e BYOD (Bring Your Own Device), “traga o seu próprio dispositivo”, que exercem um grande impacto na computação empresarial. Elas envolvem a utilização, por parte dos colaboradores, de aplicações e dispositivos que não são da empresa para realizarem suas atividades.

Via de regra, isso pode trazer inúmeros problemas de planejamento e execução, além de aumentar a exposição a riscos e a vulnerabilidades por parte da empresa, gerando problemas de segurança virtual. Contudo, essas novidades também podem ser usadas de maneira positiva. Algumas vantagens do BYOA/BYOD são:

  • aumento e facilidade da mobilidade;
  • ganho de produtividade, uma vez que os colaboradores não precisam esperar por processos demorados para terem problemas relacionados à TI resolvidos — isso também pode desafogar o setor de tecnologia;
  • obtenção de uma maior gama de funções com menor custo.

No entanto, se essas tendências começam a crescer na empresa, pode ser sinal de que há problemas de TI. Por exemplo, ao ter seu trabalho comprometido devido a um computador lento, o funcionário pode optar por agilizar suas atividades por meio de um aplicativo no smartphone.

Contudo, até mesmo tais opções possibilitadas pelas novas tendências precisam contar com uma computação empresarial eficiente, especialmente no que se refere aos hardwares em que os aplicativos serão instalados. Afinal, facilitar o acesso a programas mais ágeis e deixar de fornecer dispositivos de bom desempenho pode reduzir os ganhos dessa novidade.

Mas vale observar que a grande diversidade de aplicativos e devices pode não atender os objetivos de negócios da empresa, gerando custos indiretos (overhead) de gestão e operacionalidade. 

É importante que os softwares de negócios sejam fornecidos por players com robustez para suportarem uma operação corporativa, pois o “barato pode sair caro”, principalmente em relação a softwares gratuitos ou baseados em comunidades.

Isso se torna essencial quando a empresa opera com dados críticos e sigilosos ou atua em um setor com muitos riscos envolvidos, em que há grande necessidade de segurança cibernética. Por exemplo, na área financeira, em investimentos, no segmento de seguros etc.

Essas novidades diretas ou indiretas da transformação digital, que foram citadas, são apenas algumas dentre um movimento maior, que envolve diferentes tendências e soluções tecnológicas que movem um mercado cada vez mais amplo. 

Para se ter uma ideia, estima-se que os investimentos na transformação digital das organizações, só na América Latina, chegarão a US$ 57 bilhões até 2020, o que representa 40% das despesas com TI.

Qual é a importância das parcerias com os fabricantes?

Cada vez mais os fabricantes de tecnologia — hardware e software — buscam maneiras de se aproximar dos consumidores finais. Em função disso, desenvolveram programas de parcerias em que revendedores especializados em seus produtos e serviços realizam esse atendimento mais próximo do cliente final.

Esse tipo de programa garante ao comprador que os produtos têm procedência, garantia reconhecida e — na maioria dos casos — prestada pelo próprio fabricante e apoio de profissionais certificados pelo fabricante. Também certifica que eles estão aptos a apoiarem o cliente no dimensionamento correto de suas necessidades.

Além disso, caso os equipamentos apresentem defeitos, a continuidade do trabalho na empresa dependerá da rapidez com que são substituídos ou reparados pelo fabricante, por seus revendedores ou pela assistência técnica indicada.

Uma boa parceria entre fabricante e cliente também ajuda o negócio a se manter atualizado com relação a novas soluções desenvolvidas pela indústria. Desse modo, é possível implementá-las antes que a concorrência e, assim, oferecer recursos adicionais ao público que os demais players não têm.

Organizações que atuam como aplicação digital, site de notícias, e-commerce, entre outros, dependem de um suporte tecnológico eficiente e de hardwares de alto desempenho para que suas operações não sejam paralisadas, o que geraria prejuízo e outros problemas com os clientes finais.

Nesse caso, uma parceria de confiança faz toda a diferença, especialmente se existir o apoio de outro agente no processo: uma consultoria especializada que atue com revenda.

B2B: comprar diretamente do fabricante ou do revendedor? O que é mais seguro para a minha empresa?

Para responder a essas questões é preciso analisar três pontos, que estão dispostos a seguir. Acompanhe!

Confiança e segurança de aquisição

Em um primeiro momento, comprar com o fabricante pode parecer mais econômico. Em tese, essa premissa deveria ser verdadeira, mas não é o que acontece.

Em função da complexidade tributária do país, é muito comum que o mesmo produto faturado direto do fabricante para o cliente tenha um custo maior do que em situações em que o faturamento se dê por meio de distribuidores e/ou revendedores oficiais. Portanto, a questão tributária é um elemento fundamental na equação de aquisição dos produtos de tecnologia.

Além disso, é importante que o cliente, ao adquirir a solução, tenha em consideração saber se o processo é “enxergado” pelo fabricante, se os produtos são oficiais e se terá todo o suporte necessário no pós-venda com o apoio do fabricante.

Impacto fiscal e econômico

A complexidade tributária do país também faz com que um processo de aquisição de produtos de TI não seja mais apenas uma questão técnica. Afinal, um mesmo item conta com ao menos três possibilidades de preços atualmente. Logo, cabe ao cliente entender sua realidade fiscal antes de definir pelo melhor modelo.

Nesse sentido, revendedores que sejam canais oficiais de fabricantes e sejam especialistas em questões tributárias podem ser um enorme diferencial no momento de aquisição. Também existem variáveis contábeis e fiscais, hoje, que não podem passar despercebidos do processo de aquisição de ativos de TI, como:

  • estado de origem dos produtos e/ou faturamento;
  • ICMS;
  • ICMS-ST;
  • DIFAL;
  • natureza de ativos etc.

Há programas e soluções que podem ajudar a empresa a realizar compras com maior precisão. Um exemplo foi desenvolvido pela TED Consulting: o programa “Gestão Estratégica de Compras de Ativos e Serviços de TI”. Ele foi feito em conjunto com fabricantes, distribuidores oficiais e uma plataforma digital de e-procurement justamente para dar todo o suporte para os seus clientes.

Trata-se da Transformação Digital das Compras de Infraestrutura de TI, o que envolve diferentes processos e soluções, tais como:

Alinhamento entre TI e compras

Está relacionado a atividades como mapeamento de commodities TI e de produtos de valor. Também envolve um portal de conteúdo customizado e showroom virtual para apoio a requisições. Outro ponto é o alinhamento, planejamento e elaboração de RFx competitivas

Transformação digital de compras

Há a integração de sistemas corporativos (internos e externos), bem como parametrização e automatização dos processos da área. Algumas das soluções são: e-Procurement, e-Sourcing e e-Marketplace.

Automatização e catálogos

Foco em automatização do processo de compra. Também incluí um portal de visibilidade de estoque, descritivos técnicos para requisição e catálogos customizados (incluindo CNPJ destino, famílias de produtos, fabricantes e modelos específicos).

Impacto tributário

Envolve o estudo destino x origem de fornecimento, bem como a análise de linhas de produtos, NCM e impostos de destinos. Também engloba configurações x tributação x TCO e o uso de matriz consultiva TCO por linha de produtos.

Planejamento da disposição dos ativos de TI

nessa etapa os aspectos que têm importância são a logística reversa, o apagamento seguro de dados e o descarte sustentável.

Oportunidade e saving

Esse tópico envolve trade-in, leilão reverso, leilão de equipamentos inutilizáveis, recompra e remarketing.

Análise do ambiente de TI orientado a compras

As atividades que ganham destaque aqui são o mapeamento de marcas padronizadas e de equivalência de marcas, a gestão de rotas de fornecimento e o planejamento e padronização das linhas de consumo.

A análise do ambiente de TI orientado a compras também inclui a identificação de linhas de consumo para catálogos e o planejamento e padronização para elaboração de catálogos de produtos. Outros aspectos importantes são os entendimentos dos fluxos de requisição, o mapeamento de manutenção, substituição e expansão.

Proteção de investimento

Independentemente da rota de faturamento dos produtos adquiridos, é fundamental que o cliente tenha a certeza de que o produto entregue reflete exatamente aquilo que ele planejou adquirir.

Itens como um canal oficial do fabricante, a certeza de serviços de garantia e de tempo adequado para solução (também prestados pelo próprio fabricante) e visão de ciclo de vida garantem uma boa proteção ao investimento. O mesmo vale para o suporte oferecido aos equipamentos.

Além disso, explorar diversas possibilidades que alguns fabricantes — e seus canais oficiais — oferecem, tais como recompra, gestão do ciclo de vida, pós-garantia etc. poderá ajudar na proteção do investimento e na prorrogação do ciclo de vida útil dos equipamentos.

Importância de uma revendedora consultiva

É importante trabalhar com uma revendedora que não apenas comercializa soluções tecnológicas, mas também contribui com orientações para a melhora da infraestrutura tecnológica da empresa.

Um exemplo de instituição que atua desse modo é a TED Consulting. Ela trabalha de forma consultiva com a empresa cliente desde a etapa inicial, em que se planeja as soluções de hardware, software ou serviços que serão adquiridos, até a entrega deles.

Com um relacionamento duradouro com o revendedor ou consultor tecnológico, é possível negociar condições melhores na hora de renovar os elementos de computação da empresa. Isso porque ele normalmente mantém negociações especiais com a fabricante.

Além do mais, por ter parcerias com distintos fornecedores, é possível oferecer a melhor solução para a empresa e com o menor valor. No caso da TED Consulting, é importante destacar que existe uma relação estratégica com a Lenovo, uma das maiores empresas de tecnologia do planeta. Tal fato permite oferecer a maior parte dos benefícios mencionados acima para as empresas que buscam sua colaboração.

Quais são os benefícios de uma aquisição bem planejada?

A computação da empresa sai ganhando quando há uma compra bem planejada. Dentre as vantagens alcançadas, destacam-se a:

  • obtenção de equipamentos com nível de performance compatível com as exigências da empresa;
  • maior disponibilidade de equipamentos, tanto pela qualidade dos itens quanto pelo dimensionamento adequado do hardware, o que possibilita a integração deles com os demais elementos tecnológicos da empresa. Esse benefício é mais facilmente alcançado quando há um trabalho em conjunto entre empresa, consultoria e fabricante;
  • obtenção de garantia adequada para as tecnologias adquiridas;
  • redução de erros e problemas derivados de incompatibilidade entre sistemas e hardwares;
  • diminuição ou eliminação de falhas que costumam ocorrer em equipamentos ineficientes ou que não suportam a demanda da empresa.

Você sabe muito bem que computação empresarial é um tema de bastante relevância para qualquer organização. Pensando nisso, planejamos mais um post sobre o assunto. Nele, vamos falar sobre quais ativos são imprescindíveis e como fazer a escolha adequada para as necessidades da sua empresa.